Queda de barreira bloqueia avenida Aricanduva
A pista sentido Marginal do Tietê da Avenida Aricanduva está completamente bloqueada 700 metros após a Rua Igarapé Azul, próximo da Avenida Rio das Pedras, no bairro Parque Savoy City, região de São Mateus, na zona leste de São Paulo, em razão de um deslizamento de terra.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o desvio no trânsito é feito pela Avenida Afonso de Sampaio e Souza, mas, às 6h35, o congestionamento já chegava a 3,5 quilômetros, trecho entre as avenidas Rio das Pedras e Ragueb Chohfi.
São Paulo novamente em estado de atenção
A cidade de São Paulo entrou em estado de atenção às 16h, informou o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura.
Chove forte na zona leste, principalmente na região do Aricanduva e na Vila Formosa; na zona sul, nos bairros Vila Mariana, Ipiranga e Morumbi; e na zona oeste, na região do Itaim Bibi e Butantã.
Por volta das 16h30, a cidade registrava 60 quilômetros de congestionamento. O pior ponto estava concentrado na Marginal do Tietê, na pista expressa, sentido Rodovia Ayrton Senna. Eram 9,3 km de lentidão da Ponte do Piqueri até a Rua Azurita. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a capital tinha um ponto de alagamento transitável na Praça Jorge de Lima, sentido bairro.
CHUVA CAUSA DESLIZAMENTO E DEIXA 3 PESSOAS SOTERRADAS EM GUARATINGUETÁ
Após deslizamentos que deixaram três pessoas soterradas, a Defesa Civil de Guaratinguetá interditou ontem ao menos 25 imóveis localizados em áreas de risco. A prefeitura decretou situação de emergência.
As fortes chuvas começaram por volta de 22h de anteontem e seguiram pela madrugada de ontem, quando encostas cederam. Os locais mais afetados foram a travessa Três, no Residencial Sucupira (Jardim Tamandaré), a rua Coronel Tamarindo, no bairro da Pedreira, a rua Carlos Gabriel, no Residencial Davi Coelho e a rua Helena Galvão, no bairro do Campinho.
Estes pontos foram vistoriados por equipes da Defesa Civil, que interditaram, até o final da tarde de ontem, 25 imóveis. Devido ao encharcamento do solo, os responsáveis pelo órgão acreditavam que seria necessário desocupar mais casas. Cinco famílias foram encaminhadas para a Escola Municipal Luzia de Castro Mittidieri, onde a prefeitura montou um abrigo.
“São áreas de risco, pedimos a saída de algumas famílias e outras acabaram se sensibilizando a saindo por conta própria, quem ficar está sujeito a esse perigo. O solo está encharcado e há risco de outros deslizamentos”, disse o presidente da Defesa Civil de Guará, José Roberto Fonseca.
Na madrugada de ontem, um casal ficou soterrado após a queda da parede dos fundos da residência na travessa três. O Corpo de Bombeiros fez a retirada dos dois, que foram atendidos no Pronto-socorro com ferimentos leves.
Um outro homem, morador do bairro Pedreira, também ficou soterrado. Na residência, estavam a esposa e a filha de quatro anos, que conseguiram escapar. Ele teve uma fratura no fêmur e passou por cirurgia ontem.
Durante os deslizamentos, vizinhos auxiliaram os moradores cujas casas foram atingidas pelos montes de terra.
Além dos deslizamentos, foram registrados pontos de alagamentos no município. Ao menos 400 residências foram afetadas, nos bairros Campo do Galvão, Santa Rita, Nova Guará (margens do Rio Paraíba) e avenida João Pessoa (afetada pelo transbordamento do Córrego do Cacunda).
No bairro Campo do Galvão, os três sistemas de bombeamento das águas da chuva não suportaram o volume registrado, o que ocasionou o transbordamento. A Defesa Civil registrou um volume de 145 milímetros de água de chuva ontem, o que seria o equivalente ao volume esperado para um mês. O nível do Paraíba subiu 2,20 metros.
PREVISÃO – De acordo com o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), a previsão é que as chuvas continuem com intensidade na região nos próximos dias.
“As condições não mudam, permanece a instabilidade, com grande quantidade de nuvens e possibilidade de chuvas”, disse o meteorologista Carlos Moura.

