Servidora da Receita
Para mim é novidade tudo isso aí. Eu estou surpresa com isso”
Servidora da Receita diz que nunca tinha ouvido falar em Eduardo Jorge
Addeilda dos Santos se disse surpresa com repercussão do caso.
Ela é uma das investigadas no caso da violação de sigilo de tucanos.
A servidora da Receita Federal Addeilda dos Santos(Foto: Rede Globo/Reprodução)
A servidora da Receita Federal Addeilda dos Santos se disse surpresa com os desdobramentos do caso de violação de sigilo fiscal de integrantes do PSDB. Ela é uma das investigadas na sindicância interna da Receita, responsável pelo computador no qual foram acessadas as informações fiscais sigilosas do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge.
“Para mim é novidade tudo isso aí. Eu estou surpresa com isso”, afirmou a funcionária à TV Globo. Ela disse não saber quem é Eduardo Jorge. “Vim saber agora, né?”, declarou.
Desde que o caso foi revelado, é a primeira vez em que ela mostrou o rosto publicamente. Segundo Addeilda, o erro que ela cometeu foi não ter tomado cuidado com as senhas de acesso ao sistema. “Eu acho que me usaram por eu ter essa… Deixar as coisas tudo aberto. Porque a gente confiava nas pessoas, né?”
Depoimentos à Corregedoria da Receita indicam que pelo menos quatro servidores tinham acesso às senhas usadas para quebrar os sigilos.
No ano passado
A Receita Federal informou que o acesso às declarações do imposto de renda da empresária Verônica Allende Serra, filha do presidenciável do PSDB, José Serra, foi feito no dia 30 de setembro do ano passado.
Uma semana antes, na agência de Mauá, em São Paulo, foi quebrado ilegalmente o sigilo de outras quatro pessoas ligadas ao PSDB: Eduardo Jorge, vice-presidente do partido; Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro do governo Fernando Henrique; Gregório Marin Preciado, marido da prima de José Serra; e de Ricardo Sérgio Oliveira, ex-caixa de campanha do PSDB.



